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Trégua no Médio Oriente levanta dúvidas

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Trégua no Médio Oriente levanta dúvidas

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Os israelitas de Sderot estão cépticos em relação ao cessar-fogo. Num só ano, os róquetes palestinianos mataram quatro civis, por isso esta desconfiança. Um dos residentes cépticos afirma que é questão de uma semana ou mesmo três dias para voltar tudo ao mesmo… e confirma com a pequena Tamari, que o acompanha.

Outros, acham que a trégua é apenas um avanço táctico do Hamas. “Qual a essência da trégua?” – pergunta um… “Significa apenas a reorganização do Hamas. O Hamas emergiu aos olhos dos apoiantes com este cessar-fogo. Vai proporcionar-lhes alguma roupa e comida”.

A desconfiança do próprio Estado de Israel é palpável, pois o levantamento imposto por Gaza, há um ano, vai ser gradual.

Para milhão e meio de palestinianos na Faixa de Gaza, fica para trás um ano de restrições e privações.

Muhamad Anan deseja que os postos de controlo sejam reabertos para poder comprar os bens necessários, como em qualquer outra nação, com dignidade.

Os pescadores de Gaza voltaram à faina desde a entrada em vigor da trégua.

Nasser Abu Amira fala em nome de todos quando diz que querem viver como em todo o mundo, em paz e segurança. Não gostam de guerra, querem trabalhar em paz. Fão foram autorizados a ir para o mar durante dois anos e meio.

A pesca não é a única actividade económica afectada. Os principais sectores paralisados à força entraram em falência e os empresários partiram.

As perdas elevaram-se a 193.5 milhões de euros na imobiliária, na indústria têxtil, na agricultura e na construção. O desemprego é de 29 por cento e, em Khan Younes chega mesmo aos 39 por cento.

Perto de Karni, os agricultores esperam autorização para regressarem aos campos. Nos últimos meses, foram alvo de tiros israelitas, que tentavam visar milicianos, e ainda sofreram o embargo das exportações.