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França cresce cada vez menos

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França cresce cada vez menos

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Os preços altos dos combustíveis, a inflação, o abrandamento económico global e um euro revigorado estão a travar o crescimento da economia francesa.

O Instituto Nacional de Estatística (Insee) tabela em 1,6% o crescimento máximo para este ano de 2008. Ainda que a economia do hexágono tenha resistido bem no primeiro trimestre, o final do ano será em hibernação, mesmo com possível estagnação do PIB.

Longe dos 2,1% de crescimento de 2007, o primeiro trimestre deste ano não foi além de uns 0,6% que cairam para 0,2% no segundo semestre, com tendência em baixa até ao final do ano.

Para o economista Marc Touatti as razões são claras: “Vamos ter um crescimento fraco este ano e talvez seja pior no próximo ano e as coisas não vão melhorar antes de 2010. Nós temos o problema número um da Europa, ou seja só reagimos quando os problemas já existem. Há uma dicotomia entre o que nos diz o banco central europeu, o que nos diz o governo e a realidade do quotidiano dos franceses que é muito difícil e é só agora que o Insee se dá conta desta realidade”.

Confiante na criação de emprego, o governo francês considera este quadro muito pessimista. O Insee, no entanto baseia a sua previsão na criação de 193 mil postos de trabalho – contra os 352 mil em 2007 -, numa inflacção a rondar os 3,6%, num euro a valer em média 1 dólar e 55 cêntimos e, sobretudo, no petróleo a custar 130 dólares por barril.