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Produtores e consumidores discutem juntos preço do petróleo

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Produtores e consumidores discutem juntos preço do petróleo

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Sem agenda concreta, mas apenas com o objectivo de discutir as razões da explosão do preço do petróleo, a conferência entre paises produtores e consumidores, prevista para domingo, em Djeda, arrisca-se a não produzir resultados.

Foi a Arábia Saudita que convocou esta conferência, apoiada por Washington, Londres, Paris e Berlim, mas os países membros da OPEP não estão particularmente motivados.

As estimativas de consumo para este ano são de 86,8 milhões de barris por dia, dos quais 30% vão para a Ásia do Pacífico, 29% para a América do Norte e 17% para a União Europeia, ou seja mais de três quartos da procura mundial.

Os promotores da iniciativa prometem investigar a especulação sabendo que os mercados reagem por vezes à simples manifestação de intenções, mas para os analistas nada parece poder deter a curto prazo o preço do ouro negro.

O corretor norte-americano Anthony Grisanti garante que “nos próximos dois meses os preços vão continuar a subir até aos 150 dólares e que durante a estação dos furacões na América do Norte poderão mesmo atingir os 180 ou 200 dólares por barril”.

A passividade da OPEP está a agastar a Arábia Saudita que teme que os preços muito elevados diminuam o consumo e encoragem o desenvolvimento de energias alternativas, numa altura em que a pressão por causa das mudanças climáticas põe cada vez mais em causa as energias poluentes.