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Tsvangirai refugia-se na embaixada da Holanda

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Tsvangirai refugia-se na embaixada da Holanda

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O líder da oposição do Zimbabué refugiou-se na embaixada holandesa em Harare. Morgan Tsvangirai retirou-se da corrida presidencial, acusando o regime de Robert Mugabe de propagar uma “orgia de violência”.

A sede do Movimento para a Mudança Democrática (MDC) de Tsvangirai foi hoje alvo de uma operação policial que resultou na detenção de sessenta pessoas.

Ontem, um encontro do MDC foi violentamente dispersado por simpatizantes do ZANU-PF de Mugabe.

A opção do líder da oposição de não se apresentar na segunda volta das eleições retira uma já muito contestada legitimidade a Mugabe.

O ministro-adjunto da Informação considera que “é uma decisão bastante lamentável” e pede a Tsvangirai que “reconsidere pois, ao retirar-se, vai impedir o povo do Zimbabué de escolher o presidente que quer para os próximos cinco anos”.

A Grã-Bretanha vai pressionar os líderes mundiais para declararem como ilegítima a liderança de Robert Mugabe e reforçarem as sanções contra Harare.

O analista político John Makumbe diz que “o regime de Mugabe vai continuar a agredir a população e a forçá-la a ir às urnas na sexta-feira, quando deveria simplesmente declarar Mugabe como vencedor sem oposição, em concordância como a lei”.

Tsvangirai pediu à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral que force a adiamento do escrutínio e apelou ao presidente sul-africano Thabo Mbeki que inclua outros líderes regionais nos esforços de mediação da crise no Zimbabué.