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Preços do petróleo no topo da agenda da reunião UE-OPEP

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Preços do petróleo no topo da agenda da reunião UE-OPEP

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O alto nível dos preços do petróleo esteve no topo da agenda da reunião anual entre União Europeia (UE) e Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

O encontro desta terça-feira, em Bruxelas,
aconteceu dois dias depois do fim da cimeira de Djeddah e do anúncio da Arábia Saudita de que vai aumentar a produção de crude, que não tiveram qualquer impacto na cotação da matéria-prima.

O comissário europeu da Energia, Andris Piebalgs, referiu em conferência de imprensa que pretende “manter futuras reuniões com a OPEP” e acrescentou que “por vezes há divergências, mas estas são cada vez menos frequentes porque se está a trabalhar com base em estudos muito concretos e factos, e não apenas em hipóteses.”

O presidente da OPEP e ministro da Energia argelino, Chakib Khelil, sublinhou que tem
“algumas mensagens a transmitir aos países membros da organização e que estão relacionadas com temas importantes como a refinação, os mercados financeiros e a volatilidade, as emissões de CO2 e o armazenamento.”

Khelil reiterou que o cartel, responsável pela produção de 32 milhões de barris por dia, não vai aumentar a sua produção.

Se na União Europeia o consumo de petróleo situa-se nos 15,7 milhões de barris diários. No mundo, a procura de ouro negro está estimada em 87 milhões de barris por dia.

O anúncio de aumento de produção de petróleo por parte da Arábia Saudita foi muito criticado pelos restantes países membros da OPEP, que consideram que a origem dos preços altos não está na oferta.

Os membros da Organização dos Países
Exportadores de Petróleo, responsáveis por 40% do crude produzido a nível mundial, afirmam que os
aumentos de produção pouco ou nada afectam o preço da matéria-prima e que este é sobretudo determinado pela especulação.