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Amnistia Internacional e eurodeputados juntos no Dia Internacional de Luta contra a Tortura

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Amnistia Internacional e eurodeputados juntos no Dia Internacional de Luta contra a Tortura

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Pôr fim à tortura no mundo. É com este objectivo que vários eurodeputados se juntaram à manifestação organizada pela Amnistia Internacional, em Bruxelas.

No Dia Internacional de Luta contra a Tortura, escreveram um postal gigante a Nicolas Sarkozy. Pedem-lhe que ao futuro presidente da União, que ajude a pôr fim a esta forma de punição. Nicolas Berger, da Amnistia Internacional, denuncia: “Esta acção visa chamar a atenção para o facto que, por incrível que pareça, a Europa tem sido cúmplice dos Estados Unidos, na tortura e nos voos secretos que levaram ao rapto e à detenção ilegal de pessoas, com casos de tortura directa.”

Uma denúncia feita também pela eurodeputada Hélène Flautre, responsável da subcomissão de Direitos do Homem, do Parlamento Europeu, que lamenta que a implicação de certos países comunitários nos voos secretos da CIA tenha retirado peso à União Europeia: “Nas nossas linhas directivas da política externa da União pedimos constantemente às autoridades que não detenham pessoas em locais secretos, propícios à tortura. Mas, simultaneamente, sabemos que houve casos desses em solo europeu. Portanto, infelizmente, mesmo que a União quisesse dar lições de moral, não poderia fazê-lo.”

Para celebrar este Dia Internacional, a Comissão Europeia organizou a primeira campanha mundial contra a tortura. Uma prática cada vez mais aceite em países como os Estados Unidos. Uma sondagem recém-publicada dá conta que 40% dos americanos é a favor da tortura, quando usada em casos de terrorismo.