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Mugabe sem opositores à hora da segunda volta das presidenciais

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Mugabe sem opositores à hora da segunda volta das presidenciais

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Sem opositores mas face a uma crescente pressão internacional, Robert Mugabe deverá ser hoje reeleito presidente do Zimbabué, depois de 28 anos no poder.

A segunda volta das eleições iniciou-se esta manhã em Harare sob uma forte presença policial e do exército, depois das autoridades terem multiplicado nas últimas semanas as acções de repressão contra membros do partido MDC.

O líder da formação da oposição, Morgan Tsvangirai, que retirou a sua candidatura no fim-de-semana, encontra-se refugiado na embaixada da Holanda na capital, onde apelou à intervenção de tropas internacionais para pôr fim à violência.

Depois das denúncias de fraude terem marcado a primeira volta do escrutínio em Março, as críticas internacionais e as ameaças de sanções aumentam de tom.

Os ministros dos negócios estrangeiros dos países do G8 afirmaram hoje que, “não irão reconhecer a legitimidade do próximo governo do país, uma vez que não reflecte a vontade do povo do Zimbabué”, protestando contra, “as acções de violência sistemática, obstrução e intimidação das autoridades”. O responsável da diplomacia britânica, David Milliband, sublinhou ainda que a situação vai ser analisada pela ONU.

Única resposta de Mugabe à pressão internacional: a promessa feita ontem de negociar com a oposição, mas só após as eleições. A diplomacia italiana propôs hoje que os países da União Europeia retirem os seus embaixadores do país.