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UK: queda da popularidade de Brown

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UK: queda da popularidade de Brown

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Bastou apenas um ano para Brown se tornar um dos primeiros-ministros mais impopulares do pós-guerra.

O eterno ministro das Finanças de Blair era chefe do executivo há três dias, em 30 de Junho de 2007, quando o aeroporto de Glaskow foi alvo de um atentado. O país declarou o alerta máximo e, de certo modo, a gestão da crise contribuiu para reforçar a credibilidade de Brown, já que não prestou provas nas urnas.

Directo e quase monossilábico declarou, na altura, “saber que o povo britânico se ia manter junto, unido, resoluto e forte”.

A guerra do Iraque, que mobilizou a opinião pública contra Blair, obrigou Gordon Brown a prometer tirar algumas lições e governar com algo mais do que com a comunicação. Em Agosto, os trabalhistas consolidavam a vantagem frente à oposição. Mas o estado de graça foi breve.

Em Setembro, eclodiu o escândalo Northern Rock. Os clientes do quinto banco britânico especializado em hipotecas retiraram o dinheiro com receio de o perderem. Vítima do “credit crunch” o banco foi nacionalizado, operação característica dos anos 70 que faz medo aos britânicos.

E assim começou a distorção da imagem do resistente ex-ministro das Finanças. Brown justificou que a passagem da propriedade para o erário público era temporária e somente para continuar a actividade sob controlo do governo, com uma direcção profissional até que as condições do mercado melhorassem.

A operação custou mais 31 mil milhões de euros aos contribuintes. E a economia britânica continuou a sofrer as consequências da má conjuntura internacional: aumento do preço das matérias primas, estagnação e, mais tarde, recuo do mercado imobiliário, inflação (3,3 por cento em Maio de 2008) – a mais alta desde a chegada dos trabalhistas ao poder, em 1997.

Nunca estiveram tão abaixo nas sondagens: 25 por cento, enquanto que os conservadores têm 45 por cento. O líder da oposição passou à ofensiva, depois da vitória nas eleições locais, nomeadamente depois da vitória na Câmara de Londres. Cameron acusa Brown de falta de coragem, lembrando que ele não ousou convocar eleições legislativas antecipadas por os trabalhistas terem começado a cair nas sondagens.