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Diplomatas da UA rejeitam mais sanções a Harare

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Diplomatas da UA rejeitam mais sanções a Harare

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Ao mesmo tempo que o ocidente, nomeadamente a UE e os Estados unidos, reage com firmeza à situação no Zimbabué, a diplomacia africana rejeita o caminho das sanções para impor a ordem democrática no país.

Em vésperas de o presidente Robert Mugabe proclamar a mais que provável vitória nas eleições presidenciais, alguns delegados da cimeira da União Africana reunidos em Sharm El Sheik defendem uma solução semelhante à empregue no Quénia.

Também o líder do ANC sul africano, Jacob Zuma, quebrou o silêncio oficial e afirmou que a situação no país está fora de controlo. “Se os países maltratam os seus cidadãos então os cidadãos poderão fazer uma série de coisas que terão impacto na vizinhança. E não penso que nós queiramos essa situação. Por isso é que pedimos uma solução política no Zimbabué para bem de todos nós”, concluiu.

Depois do MDC ter anunciado a retirada da corrida pra proteger os seus apoiantes, vítimas da repressão violenta do regime, brigadas afectas à Zanu-PF de Mugabe obrigaram a população a votar no candidato único.

No entanto, observadores africanos desmentem a imprensa oficial e afirmam que a participação no escrutínio terá, mesmo assim, sido bastante baixa.