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Mugabe na Cimeira da UA, horas após a "reeleição"


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Mugabe na Cimeira da UA, horas após a "reeleição"

A repressão e a violência com que decorreram as presidenciais no Zimbabué, contrastam com a chegada tranquila de Robert Mugabe a Charm El-Sheik, no Egipto, para a Cimeira da União Africana.

Dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo não se espera uma condenação do regime de Mugabe, mas uma tentativa de conciliação com Morgan Tsvangirai, líder da oposição.

Dados oficiais revela que o único candidato do escrutínio, obteve 85% dos votos e que a taxa de participação não ultrapassou os 42%.

Pouco depois de serem conhecidos os resultados, o Presidente do Zimbabué prestou juramento, prolongando, apesar das críticas, o mandato à frente do país.

Isto numa altura em que os observadores internacionais presentes no escrutínio defendem que só uma terceira volta pode remediar o elevado número de irregularidades.

Tsvangirai, que se encontra refugiado na embaixada da Holanda, em Harare, considera que a tomada de posse de Mugabe é um “acto de desespero” e “sem sentido para o mundo.”

Também, a União Europeia, ONU e Estados Unidos classificaram o sufrágio como uma farsa e ameaçam aplicar sanções ao país.

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