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Preços do petróleo em novos máximos

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Preços do petróleo em novos máximos

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O preço do petróleo não pára de bater recordes. Esta segunda-feira, a cotação do barril de Brent subiu mais de três dólares, para um valor acima dos 143.

Os novos recordes coincidem com o congresso das companhias petrolíferas, em Madrid. António Brufau, presidente da Repsol, maior petrolífera espanhola, está confiante numa estabilização dos preços: “Mesmo se a situação de oferta e procura se mantém tensa, não há, nos dias de hoje, um problema real de produção – por isso, não penso que o preço do barril vá chegar aos 200 dólares”.

O congresso foi também um pretexto para uma associação contestatária se manifestar na bolsa de Madrid. Aponta o dedo aos gigantes do petróleo pela pobreza em que vivem algumas populações.

A subida nos preços do barril pode vir a ser compensada pela abertura das explorações petrolíferas do Iraque aos investidores estrangeiros, uma notícia anunciada esta segunda-feira pelo governo de Bagdade: “Com estas ofertas, pretendemos aumentar a produção destes campos petrolíferos em cerca de milhão e meio de barris por dia, a juntar à produção actual, que é de cerca de 2,5 milhões”, disse um responsável do governo iraquiano.

As tensões entre Israel e o Irão estão a motivar as últimas subidas e a lançar dúvidas sobre a produção do estreito de Ormuz, que representa dois quintos de toda a produção mundial de petróleo. Um conflito nesta zona pode vir a ter consequências dramáticas para o mercado petrolífero.