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UE e UN querem solução da União Africana na crise no Zimbabué

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UE e UN querem solução da União Africana na crise no Zimbabué

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A União Europeia e as Nações Unidas instaram a União Africana (UA) a encontrar uma solução política para a crise no Zimbabué.

Robert Mugabe eleito presidente de forma controversa no domingo está presente na cimeira de chefes de Estado e governo da UA, onde a questão é tema central.

Não se espera que seja adoptada uma posição célere por parte das nações africanas até porque Mugabe tem apoios, como o do Gabão. Já o Quénia, representado por Raila Odinga, pediu a suspensão de Mugabe da instituição pan-africana até que este permita à União Africana organizar eleições livres e justas.

Robert Gabriel Mugabe tomou posse do sexto mandato consecutivo no domingo logo após a publicação dos resultados. O chefe de Estado e candidato único do escrutínio apelou ao diálogo.

“De facto, é minha esperança que, mais tarde ou mais cedo, nós e diversas forças políticas realizemos consultas com vista a um diálogo sério para minimizar as diferenças e fomentar a unidade e a cooperação”, diz Mugabe.

Morgan Tsvangirai quer que União Africana não reconheça Mugabe como presidente.

“Mugabe não é o líder legítimo do Zimbabué. Está a usurpar o poder do povo. Ele brutalizou o próprio povo e por isso não tem legitimidade para participar nos fóruns da UA. A crise que ele provocou neste país. Agora, juntos com a UA, temos que resolvê-la”, afirmou o líder do Movimento para a Mudança Democrática.

Tsvangirai encontra-se refugiado na embaixada da Holanda, em Harare.