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Bruxelas apresenta pacote de medidas sociais

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Bruxelas apresenta pacote de medidas sociais

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Amiúde acusada de ignorar as questões sociais, a Comissão Europeia apresenta esta quarta-feira um pacote de medidas que visa provar o contrário. Três directivas estão na forja. Uma sobre os cuidados de saúde transfronteiriços; outras de luta contra as discriminações e uma terceira sobre as comissões de trabalhadores.

Bruxelas está no bom caminho, estima John Monks, o secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos: “É um passo modesto. Mas é positivo que a Comissão, depois de ter passado por um longo período de sonolência, tenha despertado para o facto de que a Europa social é algo crucial. As pessoas não vão suportar a Europa se ela não tiver uma forte dimensão social que lhes dê confiança neste mundo de incertezas.”

No entanto, a Europa social não faz parte das prioridades da presidência francesa da União, que começou esta terça-feira. Na véspera da tomada de posse, entrevistado pela televisão pública, Nicolas Sarkozy foi claro: “Temos ambições sociais para o trabalho temporário, para as comissões de trabalhadores… Mas, no essencial, a Europa não deve ocupar-se de tudo. As questões sociais devem manter-se ao nível nacional.”

Declarações que desiludem John Monks, sobretudo vindas do presidente de um país tão apegado às questões sociais, como a França: “Tradicionalmente, a França, com diferentes presidentes, nem sempre socialistas, tem sido a melhor amiga da Europa social e têm sido povos como os ingleses que dizem ‘não nos aumentem os custos com a melhoria dos padrões sociais”. É uma grande desilusão ouvir agora o presidente francês dizer o mesmo.”

John Monks sublinha ainda que os cidadãos europeus têm a imagem de uma Europa subordinada às leis do mercado e que esquece os direitos dos trabalhadores.

A França, no seu papel de presidência em exercício da União, vai ter de analisar, como os restantes Estados membros, as três propostas de directiva de Bruxelas.