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Mercosul vs Europa: imigração é riqueza

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Mercosul vs Europa: imigração é riqueza

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A cimeira do Mercosul foi local de eleição para a América Latina mostrar descontentamento em relação à Europa e à nova política da imigração.

A anfitriã, Cristina Fernandez, presidente da Argentina, acolheu os chefes de Estado de seis países sul-americanos na cidade de Tucumán, para a acimeira anual dos países do Mercosul.

O bloco, que tem como objectivo a integração económica e comercial, é formado pela Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. A Venezuela continua em processo de adesão. Os presidentes da Bolívia e do Chile estão na Cimeira a representar os países associados.

À chegada a Tucumán, o presidente venezuelano Hugo Chavez, fixava objectivos para além da integração económica:

“Temos que seguir unidos para a independência, independência política. Hoje, a América do Sul é muito mais independente politicamente do que há 10 anos. Estamos a caminhar a passo firme para a independência plena”, afirmou.

Mas foi a presidente do Chile, Michelle Bachelet que levantou, imediatamente, a questão do litígio com a Europa.

“Vamos levantar uma voz comum de latino americanos em relação às migrações e a União Europeia. Vamos trabalhar nesse sentido e gerar mais intergração energética, social e económica para melhorar o bem-estar dos povos”.

O mal-estar latino-americano foi causado pela directiva “regresso” adoptada a 18 de Junho pelo Paralmento Europeu. A directiva prevê medidas controversas, como o prolongamento do período de detenção dos clandestinos até 18 meses, assim como a interdição de entrada no território durante cinco anos depois da expulsão.

Hugo Chavez reagiu de imediato:

“Petróleo venezuelano não vai para os países que apliquem esta directiva de regresso, não vai nenhum petróleo venezuelano.”

Mais de 15 por cento do dinheiro enviado pelos imigrantes latino-americanos às famílias provém de países europeus, logo a seguir aos Estados Unidos. Mas a decisão da União Europeia afecta, principalmente, os latino-americanos que, durante séculos, acolheram milhões de imigrantes europeus (sem atrasar a legalização).