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Ministério Público estuda arquivo do Caso Maddie

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Ministério Público estuda arquivo do Caso Maddie

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Um ano depois do caso Maddie, a Procuradoria-Geral da República refere que está ainda a analisar o relatório final elaborado pela Polícia Judiciária para encerrar ou não a investigação. Porém, sempre que surgirem novos elementos o caso é reaberto.
O arquivamento do processo, que contém dezenas de volumes, pode dar-se até ao dia 14 e cessa o segredo de justiça.
Por esta razão, o Ministério Público não deverá acusar os pais de Maddie do crime de exposição ao abandono, que é punido com uma pena de até cinco anos de prisão.

Madeleine desapareceu do quarto de dormir da família McCann, no Ocean Club da Praia da Luz no Algarve, quando os pais estavam no restaurante a jantar, a dezenas de metros de distância.

A pequena Maddie, de 4 anos, dormia no mesmo quarto que os irmãos gémeos.

Na altura, foi detido um suspeito, mas logo libertado por falta de provas.

Na conferência de imprensa de 22 de Maio, 2007, os McCann anunciaram a campanha internacional para encontrar a filha.

Gerry e Kate comprometeram-se a desempenhar um papel importante na divulgação da imagem da filha.

Foi criado o site internet e um fundo para angariar dinheiro e procurar Maddie em todo o mundo.

Mas em Setembro do ano passado o caso dá uma reviravolta e a polícia portuguesa passa a privilegiar a tese de homicídio, constituindo os McCain como arguidos – Robert Murat também foi acusado.

Os McCain deixaram Portugal quatro meses depois do desaparecimento da filha, alegando sempre pela inocência .

Gerry afirmou mesmo “não ter desempenhado qualquer papel no desaparecimento da filha adorada”.

Desde então, não surgiu mais nada: nem provas nem pistas.

Gonçalo Amaral cumpriu esta segunda-feira o último dia de trabalho na Polícia Judiciária. O ex-coordenador para o caso Madeleine McCann decidiu reformar-se por sentir que a direcção nacional da Judiciária nunca o defendeu das acusações de que foi alvo por parte da imprensa britânica. Com 26 anos de carreira, deixa a Polícia para defender aquilo que considera ser verdade sobre o desaparecimento da criança britânica, num livro a publicar brevemente.