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Sarkozy diz que Kaczynski deve assumir responsabilidades com o Tratado de Lisboa

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Sarkozy diz que Kaczynski deve assumir responsabilidades com o Tratado de Lisboa

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A França assumiu as rédeas da União Europeia num clima de crise aprofundada pela recusa do presidente polaco em ratificar o Tratado de Lisboa. Um golpe duro para Nicolas Sarkozy, que pretendia que o problema da ratificação do texto fosse limitado à Irlanda.

No primeiro-dia da presidência francesa dos Vinte e Sete, marcado por festividades em Paris, o presidente francês lembrou que o homólogo polaco subscreveu o Tratado em Bruxelas e Lisboa.

Após um encontro com o presidente da Comissão Europeia Durão Barroso, Sarkozy sublinhou que os signatários do texto devem assumir as suas responsabilidades: “Quero frisar que é uma questão de moralidade e honestidade, aquilo que cada um de nós assinou em nome dos nossos países para fazer avançar a Europa. Devemos assumir as consequências daquilo que assinámos.”

Os analistas acreditam que a posição de Lech Kaczynski tem como objectivo agradar o eleitorado conservador no seu próprio país.

O chefe de Estado polaco disse que mudará de opinião quando os irlandeses relançarem o processo de ratificação: “Se tudo correr bem com a Irlanda, isto é, se a Irlanda ratificar o Tratado legalmente e sem coerção, se criar as bases para a ratificação, então eu também assinarei [o Tratado].”

O presidente checo, também ele um conservador eurocéptico, apoia a posição do homólogo polaco. Depois do “Não” no referendo irlandês, Vaclav Klaus tinha dito que considerava como “terminado” o Tratado de Lisboa.