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Energia-ambiente: os primeiros trabalhos da França

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Energia-ambiente: os primeiros trabalhos da França

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Jean-Louis Borloo, o ministro francês do Ambiente, ataca os trabalhos da presidência francesa da União Europeia com uma reunião sobre o binómio energia-ambiente. Durante dois dias, os ministros da tutela dos Vinte e Sete discutir as formas de fazer face as mudanças climáticas.

A meta da presidência francesa é que, até ao final do semestre, os Vinte e Sete cheguem a um acordo sobre a melhor maneira de atingir os objectivos previamente definidos: redução de 20% das emissões de CO2 até 2012, face aos valores de 1990, e uma quota-parte de 20% de utilização de energias renováveis e de 10 por cento de biocombustíveis.

“É a primeira vez que uma região do mundo decide mudar os fundamentos da sua economia, da sua indústria e da sua energia”, diz Borloo, “para tentar entrar completamente no século da escassez: escassez de frutos da natureza, escassez de diversidade, escassez de oxigénio sem CO2 e escassez de certas energias.” Mas a tarefa não é fácil.

França e Alemanha – dois pesos pesados da União – estão em desacordo sobre certos pontos essenciais; os novos Estados membros receiam pela segurança energética; e os mais industrializados têm medo da concorrência externa e das deslocalizações. A isso, soma-se a sempiterna dialéctica sobre a energia nuclear e a polémica sobre os biocombustíveis.