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Ingrid Betancourt reencontrou a mãe em Bogotá

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Ingrid Betancourt reencontrou a mãe em Bogotá

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Foi uma Ingrid Betancourt de aparente boa saúde que chegou a Bogotá. A expectativa era grande, depois de, há alguns meses, ter sido noticiado que a franco-colombiana sofria de malária, hepatite B e leishmaniose. Betancourt foi um dos 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) resgatados, esta quarta-feira, pelas tropas colombianas. Os outros são 11 militares e três norte-americanos, entre os quais o luso-descendente Marc Gonçalves.

Betancourt tinha sido raptada em Fevereiro de 2002, durante a campanha eleitoral para as presidenciais colombianas, às quais era candidata. O ministro colombiano da Defesa disse que os reféns libertados na quarta-feira integravam um grupo de 40, que as FARC admitiam trocar por 500 guerrilheiros detidos nas prisões de Bogotá.
Juan Manuel Santos disse ainda que o estado de saúde dos reféns é razoável, tendo em conta que passaram vários anos na selva, em condições muito adversas.
Ingrid Betancourt disse que esta libertação é sinal de um futuro de paz para a Colômbia. Agradeceu a Deus, aos soldados colombianos, ao presidente Alvaro Uribe e à França.
No regresso a Bogotá, Betancourt não largou a mãe um minuto. Espera agora pelos filhos, que já deixaram a França, onde residem com o pai, rumo à Colômbia. Um reencontro que acontece ao fim de seis anos, o tempo que a mãe passou na selva, como refém das FARC.