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Libertação de Betancourt: Álvaro Uribe cala os críticos

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Libertação de Betancourt: Álvaro Uribe cala os críticos

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Álvaro Uribe acabou de alcançar a mais importante vitória em 6 anos de luta cerrada contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e de dar uma bofetada de luva branca nos muitos que o criticaram. Mas a boa nova não lhe alterou o rosto sério e o tom frio e calmo na voz: “Que bom é dar esta notícia à França, à Europa que durante todos estes anos não abandonaram um momento que fosse a Dra. Ingrid Betancourt”

Determinado, Uribe fez da segurança e do combate às FARC a sua prioridade política. Com o apoio dos colombianos, pouco convencidos da vontade de negociar da guerrilha, Uribe segue a linha dura defendida pelo exército.

Aos microfones da Euronews, aquando da sua visita à Europa no início do ano, o presidente colombiano tinha já considerado a sua política de “segurança democrática”, um sucesso: “O meu governo empreende aquilo a que se chamou a política de ‘segurança a partir da democracia’. Isso fortalece o Estado e funcionou: conseguimos reduzir para metade os assassinatos, apesar de ainda haver muito para fazer”.

O sucesso da operação ‘xeque’, a partida de xadrez que o Estado colombiano ganhou às FARC, reforça a posição de firmeza de Uribe face aos que defendem as negociações por razões humanitárias.

Uma linha negocial defendida nomeadamente pelas famílias dos reféns que consideram as operações militares de resgate demasiado arriscadas.

Yolanda Pulecio, mãe de Ingrid Betancourt: “Eu só quero pedir ao presidente que reconsidere, que talvez olhando para esta minha filha se dê conta e que pense como se fosse um filho seu e que nos ajude, que deixe de lado todo o orgulho, todo esse desejo de violência, esse ódio e que por favor, suplico-lhe que regresse à mediação do presidente Chávez e de Piedade”.

Ao agradecer a ajuda de todos, Uribe ganha força perante aqueles que se propuseram intermediários, nomeadamente a França que não poupou esforços para conseguir a libertação negociada da franco colombiana.

Mas mais que tudo, Uribe vinga-se de Hugo Chávez, o presidente da Venezuela que depois de ter conseguido a libertação de 6 reféns ameaçou Bogotá na sequência da incursão militar colombiana em território do Equador.