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Crise mundial na mesa do G8

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Crise mundial na mesa do G8

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É com a maior crise dos últimos tempos como pano de fundo que os líderes dos oito países mais industrializados do mundo se reúnem em Sapporo, no Japão, na segunda e terça-feira. Desde a cimeira do ano passado, o petróleo duplicou de preço, dos 70 dólares de então para os 140 dólares por barril.

Os líderes do G8 vão também discutir a subida nos preços da alimentação e a crise no sector financeiro. Questões que devem sobrepor-se às mudanças climáticas, que o Japão propôs como tema central.

Como vem sendo habitual antes das reuniões do G8, a cidade de Sapporo foi invadida por manifestantes, que culpam os países mais ricos pela pobreza mundial. Desta vez, o alvo dos protestos é a produção de biocombustível, acusada de estar por detrás da subida nos preços da alimentação.

“Eles dizem sempre que encontram solução para os problemas, mas eles é que causam a maior parte desses problemas. Espero bem que esta seja a última cimeira do G8”, diz um manifestante.

O problema dos biocombustíveis tem duas faces: se, por um lado, são uma arma para combater o excesso de consumo de petróleo e melhor proteger o ambiente, por outro, estão a contribuir para a subida do preço da comida, em particular dos cereais.