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Astana celebra 10 anos como capital cazaque

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Astana celebra 10 anos como capital cazaque

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Astana veste-se com pompa e circunstância para celebrar o décimo aniversário como capital do Cazaquistão.

Uma data que coincide este fim-de-semana com o aniversário do presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev.

Vários líderes asiáticos e da Europa de Leste participam nas comemorações, nomeadamente o chefe de Estado russo Dmitri Medvedev, que termina aqui uma digressão pelo Cáucaso e pela Ásia Central dedicada aos temas energéticos.

Astana é o símbolo das duas décadas de poder de Nazarbayev, que tranferiu para a segunda maior cidade do país a capital de um Estado rico em petróleo.

O presidente não esconde o orgulho no desenvolvimento económico conseguido com “mão de ferro”, decretando Astana como o “centro da Eurásia”.

O regime cazaque é no entanto criticado pela intolerância face à dissidência política e pelos atropelos à democracia.

Nos subúrbios da capital e por todo o país, milhões de pessoas estão longe de beneficiar da riqueza petrolífera. Segundo a ONU, um quarto da população vive na pobreza.

Com a abertura este ano de novas explorações de petróleo, o Cazaquistão quer tornar-se no quinto maior produtor mundial de ouro negro. O país ganhou um lugar no centro da “diplomacia petrolífera”, visto nomeadamente pela Europa como alternativa aos fornecimentos energéticos russos.