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G8: Pobreza à mesa dos ricos

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G8: Pobreza à mesa dos ricos

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A pobreza e a miséria em África ocuparam o primeiro dos 3 dias da cimeira dos ricos e poderosos, num hotel de luxo na ilha de Hokkaido, no Japão. 7 líderes africanos sentaram-se à mesa do G8

Com a escalada dos preços da alimentação e dos combustíveis, são os paises pobres os que mais sofrem.

Uma crise que pode adicionar 105 milhões, ao número de pessoas que vive com menos de 1 dólar por dia, abaixo do limiar de pobreza, segundo um estudo preliminar do Banco Mundial.

O desafio é por isso grande.

Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial:
“A forma como respondermos a esta dupla penalização da escalada dos preços dos combustíveis e dos alimentos é um teste ao empenho do sistema global em ajudar os mais vulneráveis. Esse é um teste que não nos podemos dar ao luxo de falhar”.

A Europa chegou à cimeira com mais uma promessa, Durão Barroso vai propor aos estados membros a criação de um fundo de mil milhões de euros para apoiar o sector agrícola africano

Mas são os subsídios e o proteccionismo no sector agrícola nos países ricos que provocaram nas últimas décadas quebras nas exportações africanas de 90% nos lacticínios, 70% no gado e 40% nos cereais.

Em 2005, na mediática cimeira de Gleneagles, na Escócia, o G8 comprometeu-se a aumentar até 2010 a ajuda a África para 25 mil milhões de dólares. Mas pelo andar da carruagem, o continente, mais uma vez esquecido, irá receber apenas 1/4 do valor prometido.

Neste cenário, salvo se o G8 passar das palavras aos actos, será difícil cumprir com os objectivos do milénio estabelecidos pela ONU e reduzir para metade a pobreza no mundo até 2015.