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G5 classifica objectivos dos países mais ricos com o insuficientes

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G5 classifica objectivos dos países mais ricos com o insuficientes

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Os líderes do G8 presentes na cimeira japonesa de Toyako prometeram esta terça-feira reduzir para metada a emissão de gases com efeito de estufa, até 2050.

Uma decisão considerada histórica pelos mais industrializados, mas classificada como insuficiente para um grupo de cinco potências emergentes e pelas Nações Unidas.

China, Índia, Brazil, África do Sul e México, o chamado G5, emitiram um comunicado no qual apelam aos países desenvolvidos a comprometerem-se a reduzir 25 a 40% das emissões a baixo dos níveis registados em 1990, até 2020.

Da cimeira do G8 também saíram condenações ao regime de Robert Mugabé no Zimbabué e mais um apelo a Teerão para que suspenda o programa nuclear.

As decisões do G8 surgem dois dias depois de na Argentina se ter registado um fenómeno raro. Um arco de gelo de 60 metros de altura e várias toneladas desagregou-se do gigantesco glaciar de Perito Moreno.

Um fenómeno único em pleno inverno austral, que alguns cientistas e ecologistas não hesitaram em ligar às mudanças climáticas.

Entretanto, na localidade de Sapporo, os ambientalistas continuam a exigir às nações mais ricas do planeta que intensifiquem a luta contra o aquecimento global.

Segundo alguns activistas mais radicais, a solução para este e outros fenómenos como a pobreza e a crise alimentar, só será viável quando for contemplada a extinção do grupo dos países mais ricos.