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Sistema europeu de alerto de rapto de crianças não foi aprovado

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Sistema europeu de alerto de rapto de crianças não foi aprovado

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O sistema de alerta de rapto de crianças, que já existe em países como a França ou a Bélgica, não será alargado a toda a União Europeia. A Alemanha opôs-se à ideia da presidência francesa da União, de criar um sistema europeu. Berlim receia que os alertas se multipliquem, provocando uma diminuição da sua eficácia.

A França só conseguiu convencer os Estados membros que já dispõem deste sistema a interligarem-nos.

“O interesse do espaço judiciário europeu é demonstrar a outros países europeus que não têm um sistema de alerta de rapto ou um sistema de protecção de crianças raptadas, que eles podem inspirar-se neste sistema. Os que já têm um sistema reactivo podem melhorá-lo. E mesmo França, que já tem um sistema destes, pode eventualmente modificá-lo, completá-lo ou melhorá-lo”, explicou a ministra francesa da Justiça, Rachida Dati.

Desde que existe, em França, o sistema foi accionado seis vezes, permitindo em cada uma delas, encontrar a criança raptada.

A presidência francesa da União lamenta a falta de vontade política dos outros Estados membros, no que toca ao número de telefone europeu em caso de rapto de crianças. Um ano depois de decidirem criar o 116 000, apenas seis países o adoptaram e ele só funciona em dois: a Hungria e a Grécia.