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Sistema antimíssil no leste europeu alimenta discórdia entre Casa Branca e Kremlin

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Sistema antimíssil no leste europeu alimenta discórdia entre Casa Branca e Kremlin

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Por mais garantias que Washington dê, os russos continuam a rejeitar a criação de um sistema antimíssil na Europa de Leste.

Depois de ter chegado a acordo com Praga sobre a instalação de um radar na República Checa, a secretária de estado norte-americano deslocou-se a Sófia para conversações com as autoridades búlgaras.

Condoleeza Rice voltou a dizer que o projecto dos Estados Unidos visa apenas proteger os membros da NATO contra eventuais ameaças de Teerão:

“Espero que a Rússia considere as actuais ameaças e o facto de os iranianos estarem a desenvolver mísseis de maior alcance. Desta forma, os russos poderão ver que o sistema antimíssil não é dirigido contra eles.”

Palavras que não convencem Moscovo.

Ontem, fonte do Kremlin ameaçou com acções “técnicas e militares” caso Washington instale radares perto da fronteira russa.

Esta quarta-feira, o presidente Dimitri Medvedev voltou a mencionar o assunto:

“É óbvio que depois da assinatura do acordo, a ideia de instalar um escudo antimíssil encontra-se num novo patamar, o que nos desagrada bastante.”

Numa tentativa de apaziguar a situação, um porta-voz da Casa Branca afirmou que a Rússia e a Europa devem ser tratadas de forma igual no projecto de instalar um sistema antimíssil em território do leste europeu.