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Sarkozy irá aos JO de Pequim com o apoio dos Vinte e Sete

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Sarkozy irá aos JO de Pequim com o apoio dos Vinte e Sete

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Nicolas Sarkozy prometeu fazer tudo para que, até ao final do ano, a Europa possa sair da crise causada pelo “não” irlandês ao Tratado de Lisboa. O presidente da França, país que assume actualmente os destinos da União Europeia, vai este mês a Dublin, na busca de uma solução conjunta. Sem Tratado não pode haver mais alargamentos, afirmou, no Parlamento Europeu, no discurso de apresentação das prioridades da presidência francesa.

Se o discurso sobre a energia e o clima, a defesa e a imigração foi bem aceite, nem todos vêem com bons olhos a participação de Sarkozy na abertura dos Jogos Olímpicos (JO). É o caso do co-presidente da bancada dos verdes, Daniel Cohn-Bendit: “Tinha uma oportunidade fantástica para defender os valores europeus da democracia e da liberdade dizendo: ‘não participo na abertura dos Jogos Olímpicos, na palhaçada do Partido Comunista Chinês.”

Uma boa parte do hemiciclo de Estrasburgo lamenta que o presidente francês vá a Pequim, em nome da União Europeia, e em detrimento do respeito dos direitos do Homem e da situação no Tibete. Sarkozy refuta as críticas: “Devo dizer que recebi o acordo de todos os Estados membros para ir à cerimónia dos Jogos Olímpicos. Ninguém se opôs à minha participação. E, para já, são 13 os países que estarão representados na cerimónia de abertura.”

O presidente francês aproveitou para reclamar o direito de debater questões como o aumento das taxas de juro decididas pelo Banco Central Europeu. E deixou claro que uma reforma da Política Agrícola Comum da União não é oportuna, neste momento de crise alimentar mundial.