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Sarkozy reitera: Sem Tratado de Lisboa não há alargamentos

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Sarkozy reitera: Sem Tratado de Lisboa não há alargamentos

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Ou Lisboa ou Nice, mas não haverá nenhum novo tratado. A afirmação é de Nicolas Sarkozy, que esta manhã foi recebido no Parlamento Europeu, onde apresentou as prioridades da presidência francesa da União para o próximo semestre.

Depois do “não” irlandês ao Tratado de Lisboa, Sarkozy prometeu tentar encontrar uma solução conjunta com Dublin, o mais tardar, até Dezembro. E recusa qualquer novo alargamento sem novas instituições. “Se queremos – e eu quero – mais alargamentos, precisamos de novas instituições antes de nos ampliarmos. Quem poderá compreender que a Europa a Vinte e Sete, que não é capaz de se dotar de instituições, tem como única prioridade o alargamento, como uma fuga para a frente?! É preciso que as coisas sejam claras: se queremos o alargamento – e queremo-lo – então precisamos de novas instituições”, afirmou.

Apesar de muito aplaudido, o presidente francês foi também alvo de críticas. Graham Watson, líder da bancada liberal democrata do Parlamento Europeu, não lhe perdoa que não boicote a inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim. “A França deu-nos os direitos do Homem; a França deve agora liderar a sua defesa. A nível interno, com a directiva antidiscriminação, e a nível externo, na estabilização da paz nos Balcãs com um futuro na União Europeia; na utilização da União para o Mediterrâneo para melhorar os direitos do Homem no Norte de África; falando a uma só voz nas nossas relações com a Rússia, e condenando a repressão chinesa dos dissidentes. Senhor presidente em exercício, não vá a Pequim – seja solidário”, apelou.

Um apelo que não terá eco nas acções de Sarkozy. O presidente francês garante que todos os líderes dos Estados membros da União estarão presentes na cerimónia inaugural e recusou comentar se vai ou não encontrar-se com o Dalai Lama, a quando da visita do guia espiritual tibetano a Paris.