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Governo de união nacional põe fim a 20 meses de crise política no Líbano

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Governo de união nacional põe fim a 20 meses de crise política no Líbano

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O primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora entregou esta tarde, ao presidente Michel Souleiman, o elenco do futuro governo de união nacional. Depois de 20 meses de crise política, a oposição pró-síria e a maioria anti-síria ultrapassaram ontem as divergências sobre as nomeações para os 30 cargos ministeriais.

Os partidos da maioria aceitaram a nomeação para o executivo de Ali Kanso, ex-presidente do partido sírio nacional social, reclamada pelo Hezbollah.

O primeiro-ministro Siniora, que se mantém no cargo, lembrou as prioridades do executivo: “restaurar a confiança nas instituições e no sistema político e promover a moderação”.

À luz do acordo assinado em Maio, em Doha, no Qatar, o futuro governo de união nacional, contará com 16 ministros da maioria e 11 da oposição. O Hezbollah deverá voltar a assumir a pasta do Trabalho. Os responsáveis da Defesa e da Segurança deverão ser nomeados directamente pelo chefe de Estado.

No novo executivo, que sucede àquele no poder desde 2005, o movimento xiita contará pela primeira vez com o direito de vetar as decisões do Parlamento.

O entendimento continua a contornar a espinhosa questão do desarmamento da milícia do Hezbollah, recusado pelo movimento que continua a afirmar-se “de resistência” à ameaça israelita.