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Governo belga bloqueado por querelas comunitárias

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Governo belga bloqueado por querelas comunitárias

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O primeiro-ministro belga prepara-se para viver uma enésima crise política. Na véspera de apresentar o polémico projecto de reforma das instituições, Yves Leterme, deverá enfrentar de novo as divisões entre francófonos e flamengos.

O documento que prevê uma maior autonomia para a Flandres é criticado pelos francófonos, que ameaçam chumbá-lo no voto de confiança previsto para quinta-feira no Parlamento.

Apesar desta manhã se mostrar confiante, Leterme teve já um primeiro sinal da falta de consenso, noutra matéria, a imigração.

O comité ministerial restrito que deveria discutir a reforma da política de imigração e asilo foi interrompido esta manhã. A ausência de consenso, arrisca-se a bloquear a aprovação da totalidade do plano social e económico do governo.

Anteontem, sindicatos e empresários apelaram, em conjunto, ao governo para abandonar as querelas e preocupar-se em tomar medidas económicas e sociais.

Os protestos dos trabalhadores imigrantes, juntaram-se hoje à vaga de descontentes. Centenas prometem iniciar uma greve de fome em Bruxelas, se o governo não lhes der garantias de uma regularização imediata.

A situação política levou o primeiro-ministro a anular a sua deslocação a Paris, onde deveria participar, ao lado de outros 43 chefes de Estado e de governo, na cimeira da União para o Mediterrâneo.