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Governo exige transparência

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Governo exige transparência

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Uma semana depois da fuga de urânio na central nuclear de Tricastin, na região de Drome, no sudeste da França são ainda inúmeras as questões por esclarecer.

A filial da Areva responsável pela gestão da central é acusada de disfuncionamento o que valeu já o afastamento do director-geral. A presidente do grupo, Anne Lauvergeon lamentou o incidente e explicou que se trata de uma fuga nível 1, “sem impacto para a saúde da população”, mas reconhece que mesmo assim suscitou muita preocupação.

As investigações internas mostram ter havido uma falta de coordenação visível entre as equipas de trabalho e os responsáveis. O governo exigiu de imediato análises na rede hidrogáfica da região em nome de uma total transparência.

“Aparentemente não nos encontramos face a uma situação de perigo, mas pouco importa, quero que seja analisado o conjunto do lençol freático nas proximidades das instalações nucleares” assegura o ministro do Ambiente Jean-Luis Boorlo

A França possui a segunda rede no mundo de reactores nucleares – 58, depois dos Estados Unidos, e a electricidade de energia nuclear representa cerca de 80 por cento do consumo de electricidade francesa.

Os deputados Verdes reclamaram uma comissão de inquérito parlamentar sobre as poluições radioactivas constatadas após este incidente.