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Leterme é obrigado pelo rei Alberto II a manter-se como primeiro-ministro belga

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Leterme é obrigado pelo rei Alberto II a manter-se como primeiro-ministro belga

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Afinal, o primeiro-ministro belga permanece no cargo e terá de encontrar forma de se entender com os cinco partidos da aliança governamental.

O pedido de demissão de Yves Leterme foi recusado pelo rei Alberto II da Bélgica. O monarca encarregou três ministros de examinarem todas as hipóteses no sentido de um diálogo institucional sério. Isso mesmo consta do comunicado oficial de Alberto II, apesar do chefe de governo ter admitido haver diferenças irreconciliáveis impossíveis de superar.

O vice-primeiro-ministro afirmou numa entrevista que se trata essencialmente de encontrar formas para arrancar de uma vez com o programa de governo para a economia e reforma do Estado.

A Bélgica está em crise política crónica desde Junho do ano passado.

Há quatro meses, Yves Leterme assumiu a chefia de um executivo com cinco partidos em coligação onde estão representados os democratas cristãos, liberais flamengos e francófonos e socialistas francófonos.

Em causa está a representatividade e influência de francófonos e flamengos nas diferentes regiões. Leterme tentou negociar a questão comunidade por comunidade, excluindo a região de Bruxelas.

Perante nova resistência do seu próprio partido, quis abandonar o cargo, mas vai ter de se manter à frente do executivo por ordem do rei.