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Rei dos Belgas pede união e tolerância entre comunidades

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Rei dos Belgas pede união e tolerância entre comunidades

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Na véspera da Festa Nacional, o Rei dos Belgas apelou à união do país e à tolerância entre todos. Palavras inéditas do monarca, numa altura em que a Bélgica atravessa um dos momentos políticos mas críticos da sua história.

Alberto II recusou o pedido de demissão do primeiro-ministro Yves Leterme, que fracassou na tentativa de conciliar os interesses das diferentes comunidades.

Numa mensagem divulgada através dos meios de comunicação social, o Rei dos Belgas garantiu que as divisões não são uma fatalidade. O monarca acredita que é na união, na tolerância e no respeito pela identidade de cada instituição federada que reside a solução. Considera por isso que é necessário criar outras formas de vivência entre os belgas.

Yves Leterme assumiu em Março a chefia do executivo mas há uma semana quis abandonar o cargo. Em causa está a reforma do Estado em que se pretende dar maior autonomia às regiões.

Mas a rivalidade entre Bruxelas, a Flandres e a Valónia e as comunidades linguísticas é tal, que na realidade ninguém se entende e os representantes flamengos apresentam-se como os mais reivindicativos.

Há quem defenda a cisão do país, os especialistas acreditam ser possível que a Bélgica se transforme num Estado Confederado. Para encontrar uma solução foi formada uma comissão de especialistas com três elementos que vai apresentar um relatório no final deste mês.