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Visita de Sarkozy a Dublin irrita oposição e embaraça governo

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Visita de Sarkozy a Dublin irrita oposição e embaraça governo

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Oficialmente, Nicolas Sarkozy desloca-se hoje à Irlanda para “ouvir e compreender” as razões do chumbo do Tratado de Lisboa, no referendo de Junho.

Mas a visita arrisca-se a reforçar o apoio da população aos partidários do Não, depois do chefe de Estado ter defendido, em Paris, a necessidade de convocar uma nova consulta popular.

O presidente em exercício da União Europeia vai estar seis horas em Dublin, para ouvir todas as partes. O partido trabalhista irlandês recusou-se já a comparecer na audiência de 3 minutos concedida por Sarkozy a cada formação e movimento irlandês.

Mesmo o primeiro-ministro Brian Cowen não esconde o embaraço, depois de ter prometido que a questão só seria debatida depois do Verão.

Para Sarkozy, o “não irlandês” tornou-se a principal prioridade da presidência francesa da União. O chefe de Estado quer encontrar uma solução antes do conselho europeu de Outubro, para que as disposições do Tratado possam entrar em vigor a tempo das próximas eleições europeias.

Os detractores do texto afirmaram ontem que, “não querem um novo referendo mas um novo tratado”, à semelhança da França e da Holanda, que em 2005, tinham chumbado em referendo o Tratado Constitucional Europeu.