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Captura de Karadzic aproxima Belgrado de Bruxelas

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Captura de Karadzic aproxima Belgrado de Bruxelas

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A captura de Radovan Karadzic aproxima a Sérvia da União e foi muito bem acolhida pelos líderes europeus. Para os responsáveis de Bruxelas, trata-se de um grande passo que Belgrado dá na direcção da União Europeia, à qual espera um dia aderir.

O comissário para o Alargamento, Olli Rehn, diz apreciar “a determinação do novo governo em virar a página e fechar este capítulo; em deixar o passado nacionalista atrás das costas e avançar para um futuro europeu que espera a Sérvia.”

Um futuro europeu com o qual a Sérvia está profundamente comprometida, garante Vuk Jeremic, ministro sérvio dos Negócios Estrangeiros: “Há um compromisso político total. Sempre o dissemos. O governo da Sérvia quer levar a bom termo a cooperação com o Tribunal de Haia e cumprir as suas obrigações.”

Há mais de uma década a monte, Radovan Karadzic, assim como Ratko Mladic, eram os dois homens mais procurados pelo Tribunal Penal Internacional. E, sem a sua captura, o Acordo de Estabilização e Associação com a União Europeia, assinado em Abril, ainda não pôde entrar em vigor. A perspectiva europeia acabou por pesar mais, considera Gergana Noutcheva, analista político: “O governo sérvio pesou os prós e os contras, as condições e a recompensa. E penso que há um sinal claro de os sérvios querem pôr o passado atrás das costas e avançar para o futuro.”

Todos os olhares estão agora postos no Tribunal Penal Internacional de Haia. Os Vinte e Sete aguardam o parecer do procurador-geral, para decidirem se o Acordo de Estabilização e Associação pode entrar em vigor. Cabe a Serge Bramertz avaliar se a cooperação do governo Sérvio com o Tribunal Penal Internacional para a Ex-Jusgoslávia é ou não suficiente.