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Luka Karadzic duvida que haja tempo para julgar o irmão em Haia

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Luka Karadzic duvida que haja tempo para julgar o irmão em Haia

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Tal como Slodoban Milosevic, Radovan Karadzic vai defender-se a si próprio perante o Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia. A garantia foi dada pelo seu advogado.

A detenção de Radovan Karadzic é uma consequência da mudança recente nas altas esferas em Belgrado e que aproxima a Sérvia da União Europeia.

A tomada de posse de um novo governo pró-europeu e da nova direcção dos serviços secretos que assumiram funções há poucas semanas não são alheias ao fim da cavala de mais de uma década do “carniceiro de Sarajevo”.

Agora Haia espera por Karadzic, mas o seu irmão ainda tem dúvidas que o julgamento venha a realizar-se:

“Quando chegar a Haia e se declarar inocente ou culpado, tem depois de analisar as acusações que recebeu e sabe-se que a ONU e o Conselho de Segurança decidiram que não se vão realizar novos julgamentos a começar em 2009. O Tribunal tem de encerrar o seu trabalho em 2010. Portanto em 2008 têm de estar terminados todos os julgamentos em primeira instância para que os recursos estejam tratados em 2010”.

O advogado de Karadzic já disse que vai retardar ao máximo a conclusão do processo de extradição, algo que as autoridades já estavam à espera:

“O prazo limite para a entrega do apelo é sexta-feira e presumo que o recurso só será feito nesse dia. Depois os juízes têm de tomar uma decisão. Espero que o tribunal de apelo não vá esperar os 3 dias para responder ao recurso, mas estaremos no fim-de-semana e tudo é possível. Ele pode ser extraditado logo no fim-de-semana ou eventualmente no início da próxima semana”.

Para já Karadzic está detido no tribunal de Belgrado, rodeado por fortes medidas de segurança, por causa dos riscos de tentativas para o resgatar por parte de fiéis e da extrema-direita, que já se envolveu ontem em confrontos com a polícia.

À espera do mentor da limpeza étnica na Bósnia-herzegovina estão os calabouços do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, em Haia, na Holanda. Celas por onde já passaram entre outros, Slodoban Milosevic e que continuam a aguardar por Ratko Mdladic, outro dos que tem de responder por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.