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Barack Obama também quer ser um berlinense, à imagem de JFK

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Barack Obama também quer ser um berlinense, à imagem de JFK

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O candidato democrata norte-americano inicia hoje, na capital alemã, uma campanha eleitoral inédita pela Europa.

Mas, ao contrário do ex-presidente John Kennedy, terá de se contentar com um discurso junto à coluna da vitória da capital alemã, uma vez que a porta de Brandeburgo está reservada a chefes de Estado.

Obama deverá falar dos laços transatlânticos e reunir-se com a Chanceler alemã, ao longo de uma deslocação com que espera poder derrubar um muro, o da desconfiança do eleitorado nos seus dotes de governante.

Para o opositor republicano, John McCainn, trata-se de “um gesto patético”.

Ontem, Obama tinha rumado a Israel para ajeitar a pose presidencial, primeiro, ao lado do primeiro-ministro israelita, depois, junto do presidente da autoridade palestiniana.

Se o discurso foi apenas de circunstância, o candidato espera recolher na Europa mais apoio concreto para a intervenção militar no Afeganistão, quando se deslocar amanhã a Paris e no Sábado a Londres.

Uma viagem ao estrangeiro cujos efeitos internos não estão garantidos. Em 2004, o candidato democrata John Kerry tinha provado ser mais fácil conquistar o coração dos europeus do que o voto dos norte-americanos.