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Internet parcialmente censurada, apesar de abertura do regime de Pequim

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Internet parcialmente censurada, apesar de abertura do regime de Pequim

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Muitas páginas da internet permanecem censuradas na China e em especial no centro de imprensa dos Jogos Olímpicos.

Apesar do regime de Pequim ter cedido à pressão a uma semana do evento e do levantamento parcial da censura ter sido visto com bons olhos, o certo é que os profissionais da comunicação não desistem.

A FIJ, a Federação Internacional de Jornalistas, acusou o Comité Olímpico Internacional de ter faltado ao prometido e não ter assegurado o acesso livre à Internet. Para além disso, a organização está a fazer tudo o que pode junto da União Europeia de Rádio-Televisão para impedir a difusão de emissões de rádio na internet durante os Jogos Olímpicos. Hu JIntao por agora não fez qualquer comentário sobre esta matéria.

Os sites mais falados até agora, como o da Amnistia Internacional ou dos Repórteres Sem Fronteiras já puderam ser consultados pelos jornalistas.

Mas outros sítios continuam censurados. É o caso das páginas web de dissidentes, de grupos pró-tibetanos, ou mesmo contra a repressão na Praça Tiananmen em 1989.

Um turista alemão explica que ao nível da segurança não deve haver problemas, está convencido que os Jogos Olímpicos serão seguros, há polícia por todo o lado. No entanto, até agora não se aproximam dos turistas. Há a sensação de haver restrições mas a segurança, acredita, está assegurada.

As autoridades chinesas querem garantir o respeito pela lei interna, a decisão de Pequim de censurar a internet foi considerada por muitos como uma vergonha para o Comité Olímpico Internacional.