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Alexandre Soljenitsyne vai a enterrar na quarta-feira

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Alexandre Soljenitsyne vai a enterrar na quarta-feira

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O funeral de Alexandre Soljenitsyne realiza-se na próxima quarta-feira no cemitério de Donskoi, em Moscovo; na terça-feira o corpo estará em câmara ardente na Academia de Ciências da capital russa.

A Rússia vive momentos de grande emoção desde o anúncio no domingo da morte de um dos maiores vultos da sua literatura. Alexandre Soljenitsyne, prémio Nobel da literatura em 1970, morreu aos 89 anos, na sua residência dos arredores de Moscovo, vítima paragem cardíaca.

Nas últimas horas, muitos têm sido os que se deslocam à porta da casa onde viveu para prestar uma última homenagem, ao homem cujo nome era sinónimo de esperança.

Uma mulher lembra os tempos em que ler as obras do autor era um exercício clandestino:
“Nós líamos Soljenitsyne em segredo, era proíbido. Mas era uma sensação, uma espécie de antecipação da liberdade…Liberdade e Soljenitsyne significavam a mesma coisa”

“Alexandre Soljenitsyne é, sem dúvida, uma grande página da história do nosso país. É uma pessoa controversa. O contributo da sua actividade literária para a sociedade russa foi muito forte”…

Para muitos, a leitura das obras do autor foi a descoberta da face escondida da era soviética…

“Ele permitiu a muita gente, e a mim também e à minha geração, olhar a nossa história de outra forma e ter uma outra perspectiva dos acontecimentos da época soviética”, diz um cidadão russo. “Morre o homem, fica a obra”. De Alexandre Soljenitsyne, para além da lição de história, fica também uma lição de vida.