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Funeral de Alexandre Soljenitsyne será na Quarta-feira

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Funeral de Alexandre Soljenitsyne será na Quarta-feira

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Historiadores, homens de Estado, intelectuais e escritores, mas também um número indeterminado de anónimos prestam homenagem a Alexandre Soljenitsyne. O autor de Arquipélago Gulag e Prémio Nobel da Literatura em 1970 faleceu na noite passada em casa, em Moscovo, vítima de uma insuficiência cardíaca aguda.

À porta de sua casa, as manifestações de solidariedade com a família e as homenagens são espontâneas: “Ele era a consciência da Rússia, não era uma pessoa igual às outras, era a verdadeira alma da Rússia. Foi privado da cidadania soviética em 1974 e de imediato expulso da URSS. Vuiveu na Europa e nos Estados Unidos. Os livros eram para o escritor russo uma forma de denuncia pública.

Uma anónima numa livraria de Moscovo diz: “Até há pouco tempo, ningué m tinha percebido o seu trabalho e o papel que desempenhou na história da Rússia. Nos últimos 15 anos, tudo ficou claro, os seus livros ficaram famosos, da mesma forma que ficámos a conhecer o que se passava no país e o papel da Rússia moderna no mundo”. Soljenitsyne regressou à Rússia em 1994, chocou muitos com a defesa da segunda guerra da Chechénia e mais tarde aproximou-se do agora chefe de governo Vladimir Putin.