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Refugiados do Fatah conduzidos para a Cisjordânia

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Refugiados do Fatah conduzidos para a Cisjordânia

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Setenta e cinco dos activistas do Fatah que se refugiaram em Israel, após os confrontos com elementos do Hamas na Faixa de Gaza, foram conduzidos para Jericó, na Cisjordânia. Durante o fim-de-semana, cerca de 180 elementos do clã Helles, uma das famílias mais poderosas de Gaza ligadas ao Fatah, tinham fugido. Os homens entregaram-se à autoridades israelitas semi-nús para provar que não transportavam armas.

Uma parte tinha já sido reconduzida ao território da Faixa de Gaza, os restantes, a pedido do presidente da Autoridade Palestiniana, foram levados para a Cisjordânia, onde se crê que estarão mais seguros. O repatriamento destes homens surge no mesmo dia em que rebenta na região um novo escândalo. Uma Organização Não Governamental acusa o estado hebraico de condicionar os cuidados de saúde a cidadãos palestinianos à colaboração com os serviços secretos.

Uma representante da Physicians for Human Rights é categórica: “O shabak utiliza a fragilidade e a necessidade dos doentes de Gaza para tentar forçá-los e pressioná-los a colaborarem”. A resposta de Israel não se faz esperar: O porta-voz do governo afirma: “A alegação de que o recebimento de cuidados de saúde em Israel está condicionado ao fornecimento de informações aos serviços de segurança é absurda”

A ONG baseia a acusação nos relatos de 32 pessoas de Gaza a quem, alegadamente, terão sido negados os cuidados de saúde em Israel por se recusarem a fornecer nomes de activistas militantes do território controlado pelo Hamas.