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Antiga prisioneira recorda tempos do gulag

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Antiga prisioneira recorda tempos do gulag

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Com o desaparecimento de Alexander Solzhenitsyn, desparece também a voz da denúncia contra o regime de Joseph Estaline e do sistema comunista soviético.

Uma morte lamentada no mundo inteiro, e ainda mais por aqueles que, como Soljenitsin, passaram pelos horrores dos gulagues estlinistas.

Em 1951, Susanna Pechuro, então com 17 anos, foi enviada para vários campos de trabalho forçado. Era acusada de conspiração contra o kremlin e os seus amigos foram presos e abatidos.

Agora, a septuagenária recorda os anos de reclusão: “Pessoas que nunca lá estiveram, perguntaram horrorizadas, era mesmo assim? nós dissémos-lhes apenas uma parte da verdade”, declarou.

As imagens de horror dos campos de trabalho soviéticos foram divulgadas pelas palavras de Soljenitsin no livro “Arquipélago de gulag”: “Foi um acto heróico, que pôs as pessoas a pensar. Mas as coisas descritas eram tão horriveis que eu não dei o livro aos meus filhos ou ao meu neto até que fossem crescidos”.

Susanna Pechuro cumpriu quatro anos de uma sentença de 25. Foi libertada em 1956 na sequência de uma amnistia, após a morte de Stalin.