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Ossétia do Norte e Geórgia: que importância energética?

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Ossétia do Norte e Geórgia: que importância energética?

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Por trás de um aparente conflito territorial está a desenhar-se um conflito geoestratégico e energético com contornos militares demasiado perigosos para que alguém possa ignorar: russos, europeus e americanos. Os russos, directamente envolvidos…

A Transcaucásia é uma região com enormes reservas de petróleo e de gás nos confins de Rússia, da Turquía e do Irão. É vital para a segurança da Europa. É atravessada por gazodutos e oleodutos que levam o ouro negro e o gás asiático para a Europa.

A verde estão marcados os oleodutos existentes; a laranja, os principais gasodutos já em serviço. A pontilhado estão as novas construções do gigante russo Gazprom…

São artérias vitais… há alguns anos que os europeus estavam a reduzir a dependência energética da Rússia de Putin, nomeadamente com o apoio aos três países da região – Arménia, Geórgia e Azerbaijão – que também pertencem à CEI – comunidade de Estados Independentes, ex-soviéticos.

A Ossétia do Sul, com o apoio armado da Rússia, autoproclamou a independência num referendo a 12 de Novembro de 2006 – não reconhecida pela comunidade internacional.
A primeira autoproclamação da independência da Ossétia do Sul – que está na mesma situação da Abkhazia e da Transnistria (Moldova), ambas russófonas – foi a 19 de Janeiro de 1992.

A ginástica diplomática europeia não deu qualquer resultado…

As pretensões da Geórgia de adesão à NATO constituiram a última gota num copo demasiado cheio para Putin – a Ucrânia , país da ex-União Soviética também não escondeu a candidatura)… e ocidentais e russos passaram ao desafio frontal.

Quase todos os 70 mil ossetas do sul são etnicamente distintos dos georgianos e falam sua própria língua, parecida com o persa.

Cerca de dois terços do Orçamento anual da região, de cerca de 30 milhões de dólares, vêem do governo russo. Quase todos os cidadãos têm passaportes russos e usam o rublo russo como moeda.

Mas precisam entender-se com os georgianos, pelo menos até aos Jogos Olímpicos de Inverno em Sotchi, em 2014. Sotchi fica a poucos quilómetros da fronteira georgiana do norte.