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Geórgia declara estado de guerra

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Geórgia declara estado de guerra

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O Parlamento aprovou e o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, declarou o estado de guerra. O chefe de Estado da Geórgia visitou um hospital onde estão internadas vítimas dos bombardeamentos. Aproveitou para dizer que está pronto para um cessar-fogo, se a Rússia parar com as agressões.

“Estamos num estado de auto-defesa contra uma agressão estrangeira. Esta agressão vem da Rússia e está a ser feita por via aérea, pelo mar e por terra. Queremos uma acção por parte dos líderes e da comunidade mundial”, afirmou.

Do lado russo, Vladimir Putin já está na Ossétia do Norte. O antigo homem-forte do Kremlin, agora chefe do Governo, quis certificar-se pessoalmente da forma como estava a ser feito o repatriamento dos refugiados e defendeu a acção do exército de Moscovo na província vizinha da Ossétia do Sul.

“A Geórgia quer juntar-se à NATO unicamente porque quer envolver outros países e outros povos nestas aventuras sangrentas. Do ponto de vista jurídico, a nossa acção é justificada. Mais, é uma acção necessária”, realçou Putin.

O conflito tornou-se assim também um campo de batalha em roda da vontade georgiana de aderir à NATO.

A Ossétia do Sul declarou a independência em 92, o que nunca foi reconhecido pela Geórgia, mas tem o apoio de Moscovo.