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Rússia aceita acordo da União Europeia para fim de conflito no Cáucaso

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Rússia aceita acordo da União Europeia para fim de conflito no Cáucaso

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A União Europeia e a Rússia juntas, em busca de uma saída definitiva para a crise na Geórgia. O presidente francês, Nicolas Sarkozy e o seu homólogo russo, Dmitri Medvedev anunciaram um acordo para o fim das hostilidades, que terá ainda de ser reconhecido pela Geórgia. Para o chefe de estado francês, “ainda não existe um acordo de paz”, mas para lá se caminha. Numa conferência de imprensa esta tarde em Moscovo os dois líderes apresentaram o documento que poderá por fim aos conflitos que mancharam os últimos cinco dias.

Dimitri Medvedev anunciou que ele e o seu homólogo francês apoiam “um conjunto de princípios para terminar o conflito” e pedem aos dois lados que “assinem o acordo”, que consiste em seis pontos. “Primeiro, o não uso da força; segundo, a cessaçâo de todas as hostilidades e terceiro, o livre acesso da ajuda humanitária”, declarou o chefe de Estado russo.

“Quarto príncipio: o regresso das forças militares georgianas para o local habitual de acantonamento. Quinto príncipio: as tropas russas devem retirar-se para o local onde estavam antes do início do conflito. Sexto: a abertura das conversações internacionais sobre o futuro estatuto e a maneira de garantir uma segurança duradoura na Abcasia e Ossétia do Sul”, concluiu o chefe de Estado francês, à frente da presidência rotativa da União Europeia. “Agora é com a Geórgia”, acrescentou Dimitri Medvedev.

Sarkozy segue agora para Tbilissi com uma tarefa difícil: levar Mikheil Saakashvilli, que acusou a Rússia de genocídio, a assinar o documento que pode fechar mais uma página negra da história do Cáucaso.