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Cepticismo marca cessar-fogo na Geórgia

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Cepticismo marca cessar-fogo na Geórgia

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No dia em que a secretária de Estado norte-americana visita a Geórgia e sob um cessar-fogo muito frágil, a cidade de Tbilissi estava esta manhã aparentemente calma, com bandeiras a meia haste e o conflito presente em toda a imprensa.

O cepticismo parece ser a palavra de ordem na capital do país: “Precisamos de perceber o que é o acordo internacional. Estes acordos vão ser quebrados mais tarde, não devemos confiar neles”, diz um cidadão de Tbilissi.

Todos os que não têm esperança que o conflito se resolva brevemente procuram abrigos em campos de refugiados. Um campo criado às portas de Tbilissi começa a receber as primeiras famílias vindas da zona de fronteira com a Ossétia do Sul.

Para os que ficaram para trás, é a revolta:
“Veja o que Saakashvili nos fez. Os georgianos, os ossétios e os russos sempre viveram todos juntos. Claro que tínhamos problemas, mas vivíamos juntos. A minha casa tinha oito quartos e agora fiquei sem ela, foi destruída”, queixa-se uma idosa, habitante da aldeia de Kurta, vizinha da Ossétia do Sul.

Apesar dos esforços diplomáticos, enquanto houver tropas no terreno, a incerteza é o sentimento dominante.