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Mais de cem mil refugiados à espera de ajuda

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Mais de cem mil refugiados à espera de ajuda

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O conflito entre a Geórgia e a Russia obrigou, na última semana, mais de 118 mil pessoas a fugir das suas regiões.

Os georgianos das áreas atingidas procuraram refúgio nos campos às portas da capital da Geórgia.

Face a um cessar-fogo frágil e à presença militar, há ainda quem decida partir:

“ A noite foi calma, mas nós decidimos fugir”, diz uma mulher refugiada da cidade de Kaspi, acrescentando: “A paz está ainda muito distante”.

A capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, é agora uma cidade fantasma. Nesta região foram muitos os que decidiram refugiar-se na vizinha Ossétia do Norte ou mesmo em território da Rússia.

Calcula-se que cerca de 30 mil pessoas tenham fugido para a Rússia. A situação dos refugiados é crítica. Face à situação no terreno, a ajuda humanitária tarda em chegar. Mesmo a que foi enviada na sexta-feira está bloqueada por falta de segurança.

Os observadores das Nações Unidas enviados a Gori, uma das cidades mártires do conflito, foram ameaçados. As pilhagens nas regiões abandonadas pelas populações são uma constante.

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, desloca-se a partir da próxima terça-feira a Tbilissi e Moscovo para pedir o acesso livre da ajuda às zonas afectadas pelo conflito.

Nesta enfermaria do mosteiro de Alaghir, na Ossétia do Norte, construída para receber as vítimas dos assalto à escola de Beslan, estão agora refugiados muitos habitantes de Tskhinvali.

Uma mulher conta: “quando saímos, os aviões estavam a sobrevoar-nos e a bombardear, as bombas explodiam, as crianças estavam aterrorizadas, não podíamos ficar”.

Tanto as Nações Unidas como a Cruz Vermelha, que enviaram centenas de toneladas de ajuda para a região, afirmam ter recebido luz verde das autoridades georgianas, russas e ossetas para a sua distribuição, mas aguardam garantias de segurança mais sólidas para trabalhar no terreno.