Última hora

Última hora

Críticas da UE à Rússia sobem de tom

Em leitura:

Críticas da UE à Rússia sobem de tom

Tamanho do texto Aa Aa

A retirada das tropas russas da Geórgia está longe de avançar ao ritmo desejado pela Europa e pelos Estados Unidos.

Esta segunda-feira, um tanque russo quebrou uma barricada da polícia georgiana em Igoeti.

Um incidente que para Tbilissi revela a relutância de Moscovo em respeitar o acordo de retirada.

Os Estados Unidos e os 27’ repetiram os apelos ao fim da ocupação militar mas o Kremlin recusa-se a estabelecer um prazo para sair da Geórgia.

Washington diz que no terreno não há sinais de uma verdadeira mudança.

As críticas da União Europeia são cada vez mais contundentes.

Bernard Kouchner, ministro dos Negócios Estrangeiros da França – país que assume a presidência rotativa dos 27 – afirmou que “não se trata de uma ameaça mas de uma exigência séria, as tropas russas têm de sair”.

A situação é hoje debatida pelos membros da NATO, em Bruxelas. Washington deverá pedir a suspensão das reuniões com a Rússia.

Uma forma de pressão que não intimida o Kremlin.

O embaixador russo junto da organização atlântica, Dmitry Rogozin, afirmou que “se as decisões tomadas não estiverem em sintonia com a realidade do Cáucaso, a Rússia não poderá continuar a manter com a NATO contactos frequentes e de qualidade”.

Entretanto a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa não conseguiu chegar a acordo sobre o envio de mais cem observadores militares para a Geórgia.

Uma falta de entendimento atribuída à pouca vontade da Rússia, que é acusada de querer ganhar tempo.

O conflito entre Tblilissi e Moscovo eclodiu há dez dias, após uma ofensiva georgiana para tentar recuperar o controlo da região separatista da Ossétia do Sul, apoiada pelos russos.