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Comissão de inquérito investiga causas do acidente aéreo em Barajas

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Comissão de inquérito investiga causas do acidente aéreo em Barajas

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O governo espanhol criou uma comissão de inquérito ao acidente aéreo que vitimou ontem em Madrid a maioria dos passageiros de um voo da companhia Spainair com destino a Las Palmas, na ilha de Gran Canaria.

O saldo ainda provisório de vitimas do acidente aponta para 153 mortos e 19 feridos, quatro dos quais com queimaduras muito graves. Os bombeiros procuram ainda dois desaparecidos.

Os investigadores espanhóis analisam agora as circunstâncias do acidente com o aparelho MD-82, que se despenhou no momento da descolagem. As duas caixas negras do avião foram recuperadas ontem dos escombros e estão a ser analisadas por peritos.

Fabricado há 15 anos e comprado há 9 à companhia Korean Air, o aparelho teria partido com uma hora e meia de atraso, alegadamente por problemas técnicos no sensor de temperatura exterior.

Segundo testemunhas, uma explosão no reactor esquerdo teria levado o aparelho a virar bruscamente à direita quando se encontrava a 50 metros de altura. A televisão espanhola avançou a informação de que o piloto teria tentado travar o avião a fundo, num momento em que se encontrava já na chamada velocidade de não retorno.

Especialistas em aeronáutica citados pelos media espanhóis, sublinham o facto dos pilotos estarem preparados para enfrentar uma situação de perda de um dos motores, evocando ainda a “extrema fiabilidade” do avião MD-82, cuja produção foi interrompida em 1999.