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Madrid: Famílias enfrentam o calvário da identificação dos corpos

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Madrid: Famílias enfrentam o calvário da identificação dos corpos

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A identificação dos corpos é um autêntico calvário para amigos e familiares.

Centenas de pessoas continuam a chegar à morgue instalada no Palácio de Congressos. Uns sentem-se torturados porque há cadáveres difíceis de reconhecer, outros recordam os momentos que precederam o acidente.

Várias pessoas confirmaram que mutios passageiros quiseram sair do avião: “o meu pai mandou-me uma mensagem por telemóvel antes de morrer. Ele disse que o avião não estava em bom estado e que queria sair. Ele tentou sair do avião mas não o deixaram”; “Ele ligou à mãe e disse-lhe que havia qualquer coisa com o avião e que as coisas não estavam a correr bem”; “Disseram que metade dos passageiros queria abandonar o avião, mas não os deixaram sair, voltaram a levantar vooo e depois já sabemos o resto”.

Muitas pessoas acabam por ter de ver vários corpos carbonizados até finalmente reconhecerem o do seu próprio familiar : “As raparigas tinham 19 e 23 anos, e depois havia mais uma bebé que nasceu em Maio. É muito duro, quero ir para casa….”

Foi observado um minuto de silêncio no aeroporto de Barajas em Madrid, uma homenagem a que se juntaram os reis de Espanha. D.Juan Carlos e a Rainha Sofia tentaram encorajar as famílias e dar apoio às equipas de psicólogos. .