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Pelo menos 64 mortos em mais um atentado no Paquistão

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Pelo menos 64 mortos em mais um atentado no Paquistão

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O Paquistão está mergulhado num mundo de incertezas quanto ao futuro.

No dia seguinte ao atentado que matou 64 pessoas e feriu 60 perto de Islamabad, todos se perguntam até onde irá o braço de ferro entre islamitas radicais e o poder político.

A verdade é que já eram esperadas consequências depois da ofensiva militar que o exército paquistanês desencadeou em zonas tribais junto à fronteira com o Afeganistão, por pressão dos Estados Unidos.

O porta-voz do Movimento dos Taliban no Paquistão reinvidiou em nome do grupo o ataque de quinta-feira. Maulvi Omar ameaçou lançar uma série de kamikases em várias cidades do país, incluíndo Islamabad.

Tanto os Taiban como a Al-Qaida declararam guerra santa contra o presidente e o exército que o apoiava na sequência do assalto à Mesquita vermelha em Julho do ano passado.

Pervez Musharraf anunciou há poucos dias o abandono do cargo. Para alguns analistas, o país está mais vulnerável do que nunca ao terrorismo.

Os dois partidos vencedores das legislativas de Fevereiro continuam a tentar encontrar o consenso sobre o sucessor de Musharraf na presidência.